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GESTÃO

O orgulho de pertencer ao time
Roberto Shinyashiki



A solidão enfraquece as pessoas. Caminhar pela vida solitariamente pode evitar problemas, mas faz com que ela não tenha colorido


Fico super feliz de ver as pessoas que me acompanham trabalhando forte em um processo a fim de aumentar a integração do time. Semana passada, na empresa, o pessoal se reuniu no final da tarde para assistir ao show que cerca de 30 músicos e artistas fizeram no Sul da África em homenagem ao líder Nelson Mandela e à sua luta contra a disseminação da Aids.

O hábito de mostrar orgulho de pertencer ao time deve ser mais reconhecido e incentivado dentro das organizações – principalmente em torno de um projeto humanitário lindo! Precisamos entender que a solidão enfraquece as pessoas. Caminhar pela vida solitariamente pode evitar problemas, mas faz com que ela não tenha colorido. Quando se opta pela solidão, a dificuldade de pertencer a um grupo não foi resolvida, a pessoa simplesmente se afastou do problema.

Evitar um problema não o resolve, simplesmente não se olha para ele. Mas essa dificuldade poderá fragilizar a pessoa. Você pode se apaixonar por alguém, e isso se torna assustador, pois o outro talvez descubra que você não sabe conviver com ninguém. Você pode ser convidado para trabalhar numa empresa, e esse trabalho mostrar a todos que você não sabe criar vínculos.

A solidão nunca é uma solução definitiva. O único caminho para a realização pessoal passa pela criação de vínculos com as pessoas que amamos e admiramos.

Membros de uma equipe de alta performance exibem uma marca: o orgulho de pertencer àquele time. Por isso estão sempre elogiando o grupo e a empresa. Comentam como é gostoso trabalhar num lugar onde todos lutam por suas metas e são amigos.

O hábito de congraçar consolida o espaço para essas expansões.

Nossas raízes psicológicas estão em nossa família, em nosso sobrenome. As raízes de nossa competência profissional estão fincadas em nossa empresa. Quando alguém tem orgulho da empresa em que trabalha fica mais confiante em sua capacidade. Sabe que seu sobrenome profissional é o nome de sua empresa.

Admiro os pais que, mesmo depois de separados, ajudam a melhorar o relacionamento das crianças com a mãe. Ou a mãe que, mesmo triste com a separação, ajuda os filhos no relacionamento com o pai que saiu de casa. Esses pais estão ensinando os filhos a cultivar suas raízes. Mostram que o amor pelos filhos é maior que sua dor.

Pessoas que falam mal da empresa em que trabalham demonstram fraqueza de caráter. Não percebem que a empresa é conseqüência de sua atitude dentro dela. Nunca contrato alguém que fala mal de seu emprego anterior. Sei que a próxima vítima desse veneno serei eu...

Viajo muito e detesto quando chego a uma cidade e alguém vem me falar mal dela. Na verdade, essa pessoa não está me mostrando os problemas de sua cidade. Está me dizendo que é alguém em quem não se pode confiar. Adoro as pessoas que têm orgulho do lugar onde mora, que têm gratidão pelo que recebem e que lhes permite alimentar a família, educar os filhos e realizar seus sonhos.

A equipe que admiro tem pessoas orgulhosas por pertencer a ela. Pessoas que se orgulham do sobrenome e sabem que são responsáveis por vê-la brilhar cada vez mais.

Roberto Shinyashiki
é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial (www.clubedoscampeoes.com.br)


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