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GESTÃO

O que acontece com minha empresa?
Prof. Marins


"Não sei o que acontece com minha empresa. Não consigo manter clientes. Tenho os melhores produtos, sistemas modernos e equipamentos de última geração e os resultados nunca chegam”, disse-me num tom desesperançado, o Sr. Francisco Eduardo, presidente da Tamonemaí Ltda., uma prestadora de serviços de limpeza industrial.

Como ele estava sem cartões de visita na hora em que me encontrou, pedi a ele que me enviasse um e-mail contando mais um pouco de sua empresa e algumas outras informações que me permitissem estudar os motivos de seu insucesso. Dez dias depois, ele me enviou uma mensagem muito mal escrita pedindo desculpas pelo atraso e dizendo que teve muitas dificuldades para coletar alguma informação mais sistematizada para me enviar, mas eu poderia consultar o site de sua empresa na Internet para maiores informações.

O e-mail que ele me enviou não tinha muita informação que me ajudasse a desvendar o mistério de seu fracasso. Então resolvi consultar o site.

O site estava desatualizado. A última notícia da “sala da imprensa” era de novembro de 2004. As poucas informações de produtos, que ele me havia enviado em seu e-mail, não batiam com as contidas no site. Resolvi ligar para a Tamonemaí Ltda.

A telefonista que me atendeu, justificando ser seu segundo dia de trabalho, não sabia nada da empresa. Disse não ter nem mesmo a relação dos ramais que foram alterados nos últimos dias. Pedi para falar com o marketing da empresa. Após cinco minutos sem ouvir nada na espera da linha e, portanto sem saber se havia desligado ou não, ela retorna e diz que não havia ninguém no marketing naquele momento. Pedi para falar com vendas. Outros seis minutos e a gentil e educada novata, pedindo mil desculpas, disse-me que estavam todos em reunião e que não havia como passar as ligações. Desliguei sem deixar meu nome ou telefone, pois ela não os solicitou. Liguei anônimo e desliguei anônimo. Resolvi ligar para a empresa que desenvolveu o site da Tamonemaí Ltda., pois essa informação estava no rodapé do próprio site.

A informação que obtive é que o contrato para a atualização do site havia sido rompido no final de 2004 sem previsão de renovação e que, portanto, o site estava mesmo desatualizado. Pediram a minha compreensão pelo transtorno, dizendo que eu não era a primeira pessoa a reclamar.

Cinco dias depois consegui falar com o próprio Sr. Francisco Eduardo, presidente da Tamonemaí. Pedi a ele o nome de alguns clientes e fornecedores com quem eu pudesse conversar. Ele me deu os nomes de três clientes e dois fornecedores.

O primeiro fornecedor com quem falei, foi igualmente muito polido e me disse que não poderia dar informações sobre a sua relação com a Tamonemaí, pois fora assim orientado pelo seu jurídico (sic). Não me deu mais explicações.

Ao ligar para um dos clientes, este, me confundindo com alguém da Tamonemaí, me informou que cancelaria o contrato nos próximos dias com a empresa. Quando expliquei não ser da empresa, ele, muito gentilmente me pediu desculpas e disse que, embora os preços praticados pela Tamonemaí sejam, de fato, os mais baixos do mercado, eles representavam simplesmente a “precariedade da prestação de serviços da empresa” reafirmando o cancelamento do contrato. Ao solicitar mais detalhes dos motivos da revogação do contrato ele me disse: “- Não sei nem por onde começar”.

Procuro novamente o Sr. Francisco Eduardo, presidente da Tamonemaí. Ao falar com sua secretária, fui informado de que ele não poderia me atender porque estava entrevistando um novo gerente de vendas que, segundo ela, já seria o quarto a entrar para empresa nos últimos nove meses.  “- As pessoas têm muita dificuldade em compreender a cultura de nossa empresa”, disse-me a secretária para justificar tamanha rotatividade.

Você que está lendo este breve relato, conhece a Tamonemaí Ltda?

Você poderia me ajudar a dizer ao Sr. Francisco Eduardo por que sua empresa não consegue manter clientes e ter resultados? Qual será o problema da Tamonemaí Ltda?

Pense nisso. Sucesso!


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